Governo quer fazer uma venda directa de parte dos 51% a um parceiro estratégico, colocando o resto em bolsa.
O Governo deu ontem o primeiro passo formal para o arranque das privatizações da REN e da EDP, realçando que existe um plano B para cumprir os objectivos traçados. Qualquer uma das operações será realizada preferencialmente através de uma venda directa, mas o Executivo abriu a porta ao lançamento de uma oferta púbica de venda (OPV) em bolsa.
Este cenário, segundo o Diário Económico apurou, está a ser equacionado para já apenas para a REN, cuja operação de venda será lançada depois da EDP, mais para o final do ano. A solução passa por vender uma parte substancial dos 51% do Estado a um investidor estratégico, garantindo assim o encaixe previsto com a ‘troika', no âmbito do plano de ajuda financeira a Portugal. Concluída esta etapa, o Executivo de Passos Coelho prevê colocar a fatia remanescente da REN durante o próximo ano, logo que o mercado de capitais esteja receptivo.
O alvo desta operação são, além dos trabalhadores, os pequenos investidores. O Governo aproveita, assim, para aumentar o ‘free-float' da gestora das infra-estruturas nacionais de electricidade e gás natural, que muitos dos potenciais interessados da REN, como a espanhola Enagás, sempre consideraram reduzido. A maior ou menor percentagem reservada para esta tranche estará condicionada pelo valor das ofertas que forem colocadas em cima da mesa, já que a saída do Estado da empresa é apontada como irreversível à luz dos compromissos da ‘troika'.
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